A Vingança

agosto 25th, 2010 por Fabio Ishii

Uma amiga resolveu fazer upgrade do software Namorado 5.0 para o Marido 1.0.  Depois de alguns dias de lua-de-mel com o novo software, surgiram alguns problemas.  O software Marido exige muito mais que o Namorado, consumindo recursos de sistema antes destinados a outros aplicativos. Ao ser instalado, o Marido configura-se de tal maneira que é carregado durante a inicialização do sistema e passa a monitorar todas as suas atividades. A maioria dos programas de lazer, que com o Namorado eram executados rotineiramente sem problemas, já não rodam por serem incompatíveis com o Marido, um programa quase que essencialmente administrativo. Ao tentar executá-los, o Marido trava o sistema inteiro. Os poucos programas de lazer que executa são menos eficientes e diversas opções ativas no Namorado 5.0 estão desativadas no Marido 1.0. A versão 1.0 de Marido fica instável quando encontra a placa Fax-Modess ou o Buffer congestionado, elaborando cópia do usuário, o que demora nove meses para terminar.

Há outros aspectos indesejáveis do programa Marido:

  • Não existe opção para remover os periféricos Sogra e cunhados;
  • Falta o comando “Minimizar” ou a função “Inibir”, quando o Marido está com a versão “Demo”;
  • Na versão 1.0 do Marido não existem funções multi-tarefa. Minha amiga reporta que, ao tentar instalar um outro aplicativo, o Amante 2.1, surge no monitor a mensagem de que seria preciso, antes, desinstalar o Marido;

O problema é que isso acionaria um processador jurídico que eliminaria qualquer vestígio do aplicativo Money, o que torna a instalação impossível, pois sem Money, o Amante não se instala. A solução para contornar este Bug seria a instalação do Amante 2.1 em um sistema completamente independente, desconectado do Marido 1.0, lembrando sempre de evitar rodar qualquer aplicativo de transferência de dados entre eles. Sem condições de manter dois sistemas independentes, por causa do maior custo do hardware, minha amiga optou por um provedor público (www.programa.com.br) com Login anônimo.

Teve que se precaver com este Download para evitar contaminação do Marido por vírus, pois tal evidência de compartilhamento de recursos essenciais provocaria um severo Crash no sistema conjugal. Ao tentar outra vez o software doméstico, no entanto, era tarde demais: o Marido já havia aberto a opção multi-usuário presenteando-o com o periférico AdvancedCornus.

SO - Casamento

agosto 21st, 2010 por Fabio Ishii

Sistema Operacional do Casamento

Prezado Técnico,

Há um ano e meio troquei o programa [Noiva 1.0] pelo [Esposa 1.0] e verifiquei que o Programa gerou um aplicativo inesperado chamado [Bebê.exe] que ocupa muito espaço no HD. Por outro lado, o [Esposa1.0] se auto-instala em todos os outros programas e é carregado automaticamente assim que eu abro qualquer aplicativo. Aplicativos como [Cerveja_Com_A_Turma 0.3], [Noite_De_Farra 2.5] ou [Domingo_De_Futebol 2.8], não funcionam mais, e o sistema trava assim que eu tento carregá-los novamente.

Além disso, de tempos em tempos um executável oculto (vírus) chamado [Sogra 1.0] aparece, encerrando Abruptamente a execução de um comando. Não consigo desinstalar este programa. Também não consigo diminuir o espaço ocupado pelo [Esposa 1.0] quando estou rodando meus aplicativos preferidos. Sem falar também que o programa [Sexo 5.1] sumiu do HD. Eu gostaria de voltar ao programa que eu usava antes, o [Noiva 1.0], mas o comando [Uninstall.exe] não funciona adequadamente. Poderia ajudar-me? Por favor!

Ass: Usuário Arrependido
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RESPOSTA:

Prezado Usuário,

Sua queixa é muito comum entre os usuários, mas é devido, na maioria das vezes, a um erro básico de conceito: muitos usuários migram de qualquer versão [Noiva 1.0] para [Esposa 1.0] com a falsa idéia de que se trata de um aplicativo de entretenimento e utilitário. Entretanto, o [Esposa 1.0] é muito mais do que isso: é um sistema operacional completo, criado para controlar todo o sistema!
É quase impossível desinstalar [Esposa 1.0] e voltar para uma versão [Noiva 1.0], porque há aplicativos criados pelo [Esposa 1.0], como o [Filhos.dll], que não poderiam ser deletados, também ocupam muito espaço, e não rodam sem o [Esposa 1.0]. É impossível desinstalar, deletar ou esvaziar os arquivos dos programas depois de instalados. Você não pode voltar ao [Noiva 1.0] porque [Esposa 1.0] não foi programado para isso. Alguns usuários tentaram formatar todo o sistema para em seguida instalar a [Noiva Plus] ou o [Esposa 2.0], mas passaram a ter mais problemas do que antes.
Leia os capítulos ‘Cuidados Gerais’ referente a ‘Pensões Alimentícias’ e ‘Guarda das crianças’ do software [CASAMENTO].
Uma das melhores soluções é o comando [DESCULPAR.EXE /flores/all] assim que aparecer o menor problema ou se travar o programa. Evite o uso excessivo da tecla [ESC] (escapar). Para melhorar a rentabilidade do [Esposa 1.0], aconselho o uso de [Flores 5.1], [Férias_No_Caribe 3.2] ou [Jóias 3.3].
Os resultados são bem interessantes!
Mas nunca instale [Secretária_De_Minissaia 3.3], [Antiga_Namorada 2.6] ou [Turma_Do_Chopp 4.6 ], pois não funcionam depois de ter sido instalado o [Esposa 1.0] e podem causar problemas irreparáveis ao sistema. Com relação ao programa [Sexo 5.1], esqueça! Esse roda quando quer. Se você tivesse procurado o suporte técnico antes de instalar o [ Esposa1.0] a orientação seria: NUNCA INSTALE O [ESPOSA 1.0] sem ter a certeza de que é capaz de usá-lo!

Estratégia de TI

agosto 17th, 2010 por Fabio Ishii

Olá,

Como eu escrevi anteriormente, terminei minha pós-graduação em Administração de Serviços pela FCAV -USP, e uma das minhas matérias preferidas era a Estratégia. Sempre fui fascinado pela idéia de vencer pelo cérebro e não pela força. Joguei muito Star Wars Galactic Battleground, Age of Empires, Xadrez de verdade. Aliás foi exatamente jogando xadrez que pude entender melhor o conceito de estratégia.

Mas primeiro vamos as definições: O que é estratégia? Apesar da cena do filme Tropa de Elite onde se fala sobre Estratégia, o filme não explica o que é estratégia… Estratégia vem do grego stratego que literalmente significa General. O General era o responsável pelo Planejamento geral, tático e operacional e engloba aspectos militares, políticos e econômicos. Muito divulgada no século XX o livro “A Arte da Guerra” de Sun Tzu fala bastante sobre a Estratégia e da necessidade de CONHECIMENTO!!! “Se você se conhece e ao inimigo não precisa temer o resultado de uma centena de combates”  Mas o aspecto mais importante que o livro ressalta é a importância de EVITAR confrontos diretos: “O mérito supremos consiste em quebrar a resistência do inimigo sem lutar”.

Voltando a Tecnologia…Historicamente em muitas empresas de quaisquer ramo de atividade tem um Planejamento Estratégico, seja ele claro ou até tão complexo que confunde a todos, mas não que ele não exista. Pode não ser aplicado corretamente, mas por exemplo, nenhum proprietário cria uma empresa para dar prejuízo ou para que tudo dê sempre errado, o que ocorre normalmente é a utilização incorreta das ferramentas de Estratégia. Nos últimos anos têm-se falado muito sobre o core business, que é o núcleo do negócio, ou simplesmente: “O que fazemos?”. Nessa definição sobre “o que fazemos” ocorre um problema quanto a parte de Tecnologia, isso especialmente em médias e pequenas empresas. Onde exatamente a Tecnologia da Informação ou TI está encaixada no nosso Planejamento Estratégico?
Vejo em muitas empresas a definição de que TI não faz parte do Core do Negócio, mas será que isso é uma verdade mesmo? Veja o caso do Itaú ou do Bradesco, o Core deles não é exatamente TI, mas eles perceberam que TI está diretamente ligada a estratégia deles. Então as empresas me falam que não são do tamanho ou porte de um Itaú ou Bradesco… minha pergunta simples é: Se a TI hoje na sua empresa parar de funcionar, a sua empresa continua a suas operações originais, ou seja, de Core? Se é uma revenda ou de produção ou ainda de serviços, sem TI (e-mail, rede, link, Banco de Dados etc) a sua empresa continua a operar?
Se a empresa consegue operar mesmo assim, seja com deficiências ou lentidão, então a empresa realmente não teria que ter TI como estratégico.
Porém….
Se a empresa precisa mesmo de TI e acha que não é estratégico e a coloca como visão de custo e despesa e não como Investimento, pode ter certeza que algum concorrente (inimigo) vai vencer sem usar a força, pois terá informações mais rapidamente distribuídas, maior velocidade em alguns processos, comunicação mais interativa e por incrível que pareça para alguns Gestores, menor custo final nos valores de TI também….

Indicação de Filmes de Estratégia (a maioria de assaltos…)

* - O Original de 1960 é quem realmente explica o porque desse nome (Os onze do Ocean) e o final do filme o porque da tradução Onze homens e UM segredo…Danny Ocean (Frank Sinatra na versão de 1960) era um sargento da segunda guerra que mantinha ainda seu pelotão (os onze que restaram) como amigos e planejam um assalto a 5 cassinos, mas o plano no final dá errado e para fugir da polícia e da máfia (contratada pelos cassinos) eles colocam o dinheiro num caixão de um amigo que morreu no assalto (ataque do coração) na esperança de recuperar no enterro, porém o caixão é cremado ainda em Las Vegas pela esposa na presença deles e do pessoal da máfia. Por não poder contar que roubaram e por não ter o dinheiro, ficou o segredo entre eles…
** - No caso a escolha do local da batalha determinou seu resultado. Se fosse em campo aberto, eles perderiam com certeza.

Livros sobre estratégia: Nem dá para citar todos, mas vou relacionar apenas alguns que são importantes para se compreender realmente a estratégia, além do supracitado:
  • O livro dos Cinco Anéis: O maior clássico sobre a Arte da Estratégia Militar, escrito por Miyamoto Musashi, maior samurai de todos os tempos.
  • Vantagem Competitiva: Seu autor Michael Porter é um especialista no assunto de estratégia corporativa e é uma referência acadêmica.
  • Estratégia Competitiva: Literatura nacional de professores da USP sobre a estratégia e sua história.
Abraços

Para onde olhamos?

agosto 10th, 2010 por Fabio Ishii

Após o término da minha Pós em Serviços pela Vanzolini - USP, tenho agora um pouco mais de tempo para analisar os casos que encontro atualmente em muitas empresas e também comparar com o conhecimento adquirido na minha especialização. Um dos pontos que mais me marcaram durante o curso foi exatamente uma colocação de um colega (que por coincidência também era de Tecnologia) durante uma aula de Marketing de Serviços: “O problema das Empresas Prestadoras de Serviços de Tecnologia é que todas olham apenas para o que a concorrência está fazendo e não para o que o cliente precisa” - Isso é uma grande verdade e não somente para as Empresas de Tecnologia mas para outras também. Porém vamos analisar pelo ponto de vista das Empresas de Tecnologia.
O que as empresas de Tecnologia que temos hoje no Brasil fazem para atender os clientes? Será que elas sabem o que o cliente precisa? Ou ainda quem realmente são os clientes? O que os clientes dessas empresas pensam delas? O que a Empresa acha que é importante para o cliente, será que, do ponto de vista do cliente é importante mesmo?
Entenda-se também Empresas de Tecnologia como o pessoal de TI interno, afinal as outras áreas são clientes internos, ou seja ainda assim CLIENTES. Será que esse pessoal também olha para o que seus clientes internos precisam?

Tenho um caso sobre ouvir o cliente interessante. Há alguns anos atrás, eu trabalhava na pré-venda de um ERP nacional e fui atender um grande cliente. Na verdade eu era responsável pela Consultoria de Implantação, mas como tinha um bom perfil na demonstração do ERP sempre era chamado quando era necessário uma apresentação mais detalhada ou para grandes públicos. O pessoal que fazia realmente essa demonstração tinha um hábito (padrão de mercado), seguiam um roteiro de apresentação e nem sempre isso era bom para o cliente que precisava de determinada solução, então nesses casos eu era acionado. Essa técnica de seguir um roteiro tinha um problema básico, o cliente perguntava sobre a sua necessidade específica e a resposta seguia um roteiro, então era como perguntar sobre o controle de Contratos no ERP e a demonstração seria sobre os Cadastros de Empresas que até chegar no Controle de Contratos podia demorar uns 30 minutos. Como eu tinha uma outra linha de apresentação que seguia os seguintes passos (roteiro também, mas flexível):
1) Entender o que a empresa fazia;
2) Entender o que cliente tinha de necessidade;
3) Entender qual era o real problema do cliente;
4) Iniciar a apresentação com uma resolução do Problema do Cliente no ERP e depois ir detalhando outros pontos.
Em resumo, eu demonstrava o que o cliente queria ver e depois ia abrindo em mais detalhes.
Nesse cliente em questão, havia uma certa ansiedade por parte da Direção devido a tecnologia que era usada na Empresa, como eles tinha ainda um Mainframe (Cobol) e não tinham um Banco de Dados, o armazenamento de algumas informações não podia ser priorizado por problemas de espaço físico, então não era tudo que era armazenado no Mainframe e somente em fita. Eu segui os passos acima, porém nem cheguei ao item 4, pois como o ERP era (e ainda é) em Banco de Dados Oracle, os problemas de armazenamento que a empresa tinha seriam resolvidos pois as consultas e necessidades que eles tinham era referentes ao fato de se ter que fazer um restore do Mainframe no caso de uma análise retroativa de dados, o que num ERP qualquer com um Banco de Dados qualquer também não seria mais necessário.
Veja o paradigma sendo quebrado, o Diretor do Cliente aprovou a compra do ERP e não precisei e nem consegui demonstrar uma tela sequer do ERP, afinal o problema dele era outro… apenas OUVI o cliente e expliquei como resolver o problema.
Mesmo hoje, percebo que ainda não olhamos para o que o cliente precisa de verdade. Acho que o paradigma a se quebrado agora será olhar para onde o cliente olha também….

Abraços

O Diabo veste Prada

agosto 6th, 2010 por Fabio Ishii

Olá,

Estava assistindo mais uma vez o Filme o Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada ) enquanto rodava umas procedures no Banco Oracle de um cliente durante a noite e não pude deixar de notar alguns pontos que possamos discutir e refletir aqui.

O Filme basicamente fala da poderosa Miranda Priestly editora-chefe da revista American Vogue que praticamente dita a moda mundial, interpretada pela sensacional Merryl Streep tem como características principais: Desprezo pelo seus funcionários e parceiros e colaboradores, Sensação de Poder imenso quase Universal, querendo tudo e todos agora!!! qualquer semelhança com qualquer cliente de cada um é mera coincidência… Porém a personagem principal (pelo menos no meu ponto de vista…) Andrea Sachs, interpretada pela (linda!) Anne Hathaway, é quem dá o ritmo do filme. Ela é uma jornalista que está tentando iniciar sua carreira e acaba parando como assistente da editora-chefe, na verdade segunda assistente pois ela já tem uma outra assistente. Porém o drama vivido pela Andrea é que é interessante nesse caso. Vamos analisar essas questões:

Quem nunca foi idealista e acabou tendo que viver uma realidade hipócrita? Será que a personagem fez algo de errado contra os seus princípios por trabalhar tanto, como os seus amigos e namorado tanto questionam? Uma das frases do filme que fez pensar isso foi: “O fato de sua vida pessoal estar indo para o buraco, significa que você está subindo na carreira!” e outra foi “Se você não levar a sério seu trabalho aqui, não levará em nenhum outro lugar”. Ela queria era ser repórter e poder contribuir de alguma forma com o jornalismo sério e não ficar se envolvendo com alta moda, porém mesmo assim tem-se que levar o trabalho a sério, isso é que diferencia os profissionais dos outros…

Porém havia uma satisfação em fazer o trabalho dela bem-feito e receber qualquer reconhecimento, por menor que seja, e isso no filme fica claro que era muito menor mesmo, gerava na personagem uma alegria por ter conseguido vencer um desafio.

Concluindo: Independente de ser qualquer rótulo, sempre faça as coisas em que você acredita. Pode ter certeza que a sensação de uma trabalho bem feito supera qualquer crítica.#ficaadica

Abraços

ps: a demora nas atualizações do Blog eram mais por causa da minha pós, mas agora que terminei, tenho vários temas para refletir com todos. Follow me on Twitter http://twitter.com/ishiifabio

DBA - Quem somos de Verdade?

janeiro 22nd, 2010 por Fabio Ishii
Adaptei esse texto para explicar quem é realmente o DBA de Verdade. Então temos descrito aqui, algumas características desse profissional de tecnologia incansável.
1) DBA dorme. Pode parecer mentira, mas DBA  precisa dormir como qualquer outra pessoa. Esqueça que ele tem celular e telefone em casa, ligue só para o escritório.
2) DBA come. Parece inacreditável, mas é verdade. DBA também precisa se alimentar e tem hora para isso.
3) DBA  pode ter família.Essa é a mais incrivel de todas: mesmo sendo um DBA , a pessoa precisa descansar no final de semana para poder dar atenção à família, aos amigos e a si próprio, sem pensar ou falar de redes, sistemas, computadores…
4) DBA , como qualquer cidadão, precisa de dinheiro. Por essa você não esperava, mas DBA também paga impostos, compra comida, precisa de combustível, roupas e sapatos e ainda consome Lexotan para conseguir relaxar…
5) Ler e estudar também é trabalho. É trabalho sério. Pode parar de rir. Não é piada.
6) De uma vez por todas, vale reforçar: DBA não é vidente, não joga tarô e nem tem bola de cristal. Ele precisa planejar, consultar fornecedores, fazer visita técnica para poder maturar as propostas e superar as expectativas. Se você quer um milagre, tente uma macumba e deixe o pobre do DBA em paz.
7) Em reuniões de amigos ou festas de familia, o DBA deixa de ser DBA e reassume seu posto de amigo ou parente, exatamente como era antes dele ingressar nesta profissão. Não peça conselhos, dicas … ele tem direito de se divertir.
8 ) Não existe, apenas um upgradezinho – qualquer upgrade é um projeto, requer atenção, dedicação, precisa ser pensado, estudado, analisado e, é claro, cobrado. Esses tópicos podem parecer inconcebíveis a uma boa parte da população mas servem para tornar a vida do DBA mais suportável.
9) Quanto ao uso do celular: celular é ferramenta de trabalho. Por favor, ligue apenas quando necessário. Fora do horário de expediente, mesmo que você ainda duvide, o DBA pode estar fazendo algumas coisas que você nem pensou que ele fazia, como dormir ou namorar, por exemplo.
10) Pedir o mesmo orçamento 15 vezes não vai mudar a resposta. Por favor, peça no máximo três.
11) Quando o horário de trabalho do período da manhã vai até 12h, não significa que você pode ligar às 11h55. Se você pretendia cometer essa gafe, ligue após o horario do almoco. O mesmo vale para a parte da tarde: ligue no dia seguinte.
12) Quando o DBA estiver apresentando um projeto, por favor, não fique bombardeando com milhares de perguntas durante o atendimento. Isso tira a concentração, além de torrar a paciência. ATENÇÃO: Evite perguntas que não tenham relação com o projeto.
13)DBA não inventa os preços e nem ganha comissão sobre os equipamentos comprados . Por isso, não pechinche! Lembrete: cara feia na hora de assinar cheque não diminui o que você tem que pagar. Se queria pagar menos, deveria ter feito você mesmo.
14) Os DBAs não são os criadores do ditado “O barato sai caro”!
15) E, finalmente, DBA também é filho de DEUS e não filho disso que você pensou…
Não sabe o que fazer com os Notebooks velhos?

S-Commerce

janeiro 13th, 2010 por Fabio Ishii

Olá,

Depois de uma longo período afastado… mais por causa da Pós e de “estudar” o Twitter,estou novamente escrevendo no blog, li uma matéria ótima sobre o S-Commerce, mas o que realmente significa? Social-Commerce ou comércio eletrônico por meio das Redes Sociais, isso ainda não existe oficialmente mas deve ser a tendência no Futuro.

Analisemos com mais calma. O GPO tem uma comunidade voltada para o Banco de Dados Oracle somos então de certa forma uma Rede Social, grande aliás, que temos bastante coisas em comum. Não conheço todos e nem uma pequena parte da maioria mesmo, mas posso concluir que quase todos temos gostos parecidos: Rock, Jazz e Blues, Produtos de Tecnologia quase geeks (Multifones que fazem tudo inclusive ligações, Notebooks e Micros potentes em casa apenas para citar), estilos de filmes e livros (provavelmente a maioria dos livros serão técnicos e os filmes serão na maioria SciFi ou derivados dos HQs) uma boa parte deve ter hobbies semelhantes como Música (sendo uma maioria Guitarra ou Bateria/Teclado) ou desmontar-montar equipamentos (quaisquer), Seriados (nos próximos posts vou falar sobre o The Big Bang Theory) e com certeza GAMES, e que poste aqui aquele que nunca jogou num vídeo-game ou on-line ou ficou até altas horas da noite para completar/concluir/exterminar alguma missão. Agora, e como Rede Social, como estamos influindo no Comércio? Quantos, dentro do nosso Grupo de Profissionais Oracle, temos o potencial de influenciar as decisões de compra de nossos amigos do GPO? Seja com base nas discussões do Fórum ou em troca de mensagens pelas amizades que criamos aqui, ou até em conversas no Café com GPO?

Podemos nem nos importar com isso que mencionei acima, mas existem muitos profissionais e empresas que estão sim muito preocupados com isso. Antes o Marketing se limitava interagir de forma unidirecional com o “público-alvo” e com isso era possível determinar algumas regras. Hoje com a Tecnologia (essa mesmo que uso para escrever no Blog ou no Twitter) posso expressar ou passar um conhecimento de maneira interativa e portanto receber um feedback online, preciso e até em quantidade suficiente para saber que as “regras” que o Marketing tinha estão num processo de mudança dinâmica. Basta ver a polêmica com a UNIBAN, recentemente com o Blog Nokia NokiaBR que saiu do ar no dia 05 de janeiro desse ano, de como os artistas ainda não sabem lidar com o Twitter.

Tudo isso gera uma massa enorme de dados que ninguém ainda sabe como lidar. As empresas tem Banco de Dados Oracle, milhares de GB de Informação, estamos constantemente nos preocupando com a segurança dessas informações, com os backups dessas informações, da performance de consultas dessas informações mas ninguém ainda se preocupou em transformar essas Informações em CONHECIMENTO.

Futuro…a Deus pertence?

outubro 7th, 2009 por Fabio Ishii

Olá,

Vamos a mais uma filosófica parada para repensar o futuro… Hoje muito se fala no Cloud Computing, mas eu queria trazer dois assuntos mais antigos para que sejam analisados e que cada um tire suas conclusões sobre isso.

Platão foi discípulo de Sócrates e mentor de Aristóteles, grego, filósofo e matemático, uma de suas obras mais interessantes é o Mundo das Idéias.

Basicamente o Mundo das Idéias de Platão era a segunda parte da Realidade, na primeira parte, Platão chamava de Mundo dos Sentidos, ou seja, onde você sentia e podia tocar objetos e estes materiais era passíveis de corrosão ou destruição com o passar dos tempos, porém havia uma outra parte que era o que Platão chamava de Mundo das Idéias composto de essências imutáveis em suas formas puras. Seria como responder: Como eu reconheço uma Zebra? Apesar delas serem diferentes sua forma e cores são entendidas pelo Cérebro e mesmo que eu nunca reconheça uma única Zebra, sempre reconhecerei a forma e cor da Zebra, então a FORMA da Zebra fazia parte do Mundo das Idéias.

Então, pergunto: Onde está o Mundo das Idéias? Como eu acesso essas informações? Para ilustrar um pouco melhor isso (ou dificultar, não sei bem) todos ouvimos falar sobre a célebre questão: Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? Neste caso, a IDÉIA da Galinha veio primeiro, antes do Ovo e da própria galinha, mas DE ONDE ELA veio afinal? E como eu faço interface com ela? (Essa colocação foi proposital…)

Antes de polemizar o tema, vamos a outro assunto, mas peço que notem de um aspecto macro semelhanças entre elas:

Carl Gustav Jung, psicólogo, discípulo e amigo de Sigmund Freud, pai da Psicologia Moderna, entre suas obras podemos destacar “Memórias, Sonhos e Reflexões” e o “Inconsciente Coletivo“, neste caso falarei um pouco sobre o Inconsciente Coletivo. O que é? Freud, dizia que cada pessoa possuía um inconsciente individual onde todas as frustrações e desejos se manifestavam, porém Jung evoluiu o conceito para o Inconsciente Coletivo. O Conceito é formado pelos Arquétipos que basicamente são “formas semelhantes” e entendidas pelo indivíduo, porém estão todas juntas e podem se acessadas, conforme Jung, por sonhos e símbolos (arquétipos)

Mas novamente, Onde estão essas informações? Como eu interpreto elas? (o Método de Acesso já foi descoberto por Jung pelo Sonhos…) Cada pessoa pode ter Sonhos que tem significado individual para cada uma, mas os Símbolos (arquétipos) podem servir para todos e a chave da interpretação sobre esses símbolos foi o estudo da uma vida inteira…

Para o Cloud Computing tenho as mesmas perguntas… Onde fica? O acesso (ou interface) eu já sei, mas o mais importante de ambas comparações: O QUE EU FAÇO COM ELAS? COMO EU ORGANIZO DE FORMA A SER PRODUTIVA? (nesse caso, financeiramente, evolutivamente, socialmente etc).

Se alguém tiver uma idéia rentável, pode contar comigo,

Abraços

Plano B

setembro 20th, 2009 por Fabio Ishii

Olá,

Sempre penso em qualquer projeto ou tarefa mais complexa: Qual será o Plano B? Qual nossa rota de saída ou escape caso tudo mais falhe? Acho isso de extrema importância no sucesso de qualquer Projeto. O Plano B deve ser aquele em que nunca se deveria usar, mas quando tudo mais falhar, pelo menos esse não será contestado, seja pela sua qualidade (às vezes pouca, mas funcional) ou pela sua urgência.

Muitas vezes, vi projetos geniais irem para o buraco simplesmente por não ter um Plano Alternativo. Quem nunca fez uma migração urgente de servidor e descobriu que não tinha Backup na última hora? Quem nunca teve problemas de super-aquecimento por causa de uma ventoinha ou ar-condicionado com problemas?

Não importa se não ficou “bonito” ou se não está o ideal, lembrem-se apenas de 2 Regras:

1) O ótimo é inimigo do bom
2) Espere pelo Melhor e prepare-se para o Pior

Tem uma coisa que você pode fazer, mas somente quando for o responsável pelo Projeto. Isso garante confiança da Equipe: O Plano B é para todos os membros mas a decisão de acionar é do Responsável, por isso se você for o responsável tenha ainda o Plano C!! (D, E ou F pode ser meio paranóia, porém em casos de Grandes Projetos, pode vir a serem úteis…)

Abraços

Tuning no Negócio

setembro 13th, 2009 por Fabio Ishii

Olá,

Muitas vezes temos notado problemas de tuning de procedures ou de queries dentro de um sistema no Oracle. Na maioria das vezes a solicitação deste “ajuste fino” acaba nas mãos do DBA que tem que ficar correndo atrás de material ou documentação e até de Fóruns (ainda bem que temos o GPO…) para solicitar um apoio e até uma nova visão sobre como melhorar isso ou aquilo. Como já havia dito antes, não sou exatamente um DBA, apenas conheço o Oracle há mais tempo que alguns, mas também fiz meus cursos e estudo por gostar e ter uma certa visão lógica mais apurada. Com isso, na grande maioria das vezes também tenho presenciado problemas de performance causados por três principais razões:

Modelo de Dados inadequado: não vou criticar o modelo de ninguém, apenas temos por necessidade criar ou desenvolver um modelo para atender uma especificação funcional, porém essa visão pode representar apenas uma situação de momento, poucos são os modelos que atendem as expectativas de uma empresa. Afinal para que colocar tratativas Globais de auditoria no TIMESTAMP se a empresa tem apenas uma unidade com 50 funcionários? Por outro lado, alguns modelos não estão preparados para grandes volumes de dados ou de inúmeros acessos simultâneos com diversas atualizações em várias tabelas filhas-mãe-avó-etc. por inúmeros usuários concorrentes. Mas o Modelo de Dados nada mais é que o Resultado de uma Definição de Negócios, que é o próximo item.

Definição de Negócios subestimada: Note que essa definição de negócio é que determina praticamente o Modelo de Dados. Se a Empresa não sabe onde quer chegar, quando deseja (e não quando quer, pois há outros fatores além do querer) chegar e principalmente como investir no resultado, acho muito difícil que essa definição represente algo confiável. Sei que é difícil para as empresas saber isso, mas é necessário. Quem já passou pelo drama de desenvolver algum sistema para Empresas e depois de pronto descobre que precisa ser utilizado para várias empresas o mesmo modelo unificado, sabe bem o que estou falando, ou ainda quem desenvolveu um sistema de fluxo de negócio qualquer e descobre que tem que ter vários níveis de aprovadores que não foi nem mencionado, também sabe o que é isso.

Queries mal-estruturadas: Criam-me que este é o menor dos problemas, isso pode ser resolvido com duas ações principais: Treinamento sobre como o Oracle processa e executa as queries (e isso pode e deve até ser explicado por um DBA, pois fica mais fácil depois de esclarecer alguns locks, waits e enqueues) e princípios de lógica. O ponto está que a lógica da query às vezes é definida pela necessidade do negócio que é dinâmica, ou seja, muda conforme a necessidade de mercado (ou da cabeça do Pseudo-Gerente) e nisso recai os pontos acima… Ora, se a lógica da query muda por causa do Negócio, então A Definição de Negócios pode estar equivocada (não errada, apenas não adequada ao momento) e portanto uma boa parte do Modelo de Dados também deve ter esse problema. Vou colocar um exemplo para esclarecer melhor:

Um modelo de dados de um ERP foi muito bem analisado e desenvolvido para altos volumes, porém em um dos processos havia um gargalo que não foi considerado na época de sua definição, isso somente representaria um problema na seguinte situação: algum processo batch que levasse horas e outros usuários acessando a mesma tabela simultaneamente a esse processo. Como os processos em lote (batch) normalmente podem ser efetuados em horários de menor pico, isso nunca representou uma ameaça. Porém anos depois os processos em lote passaram a ser mais recorrentes (por conta do mercado) e apesar da infra-estrutura ser excelente para o Oracle, os processos em lote quando executados fora do horário de pico levariam alguns minutos, porém nestes horários de pico demorava-se horas e simplesmente travando outros processos on-line.  Mas como resolver isso se os horários de pico estão aumentando por conta do crescimento da empresa? Hoje alguns atendimentos são 24X7 e esses processos estão quase sempre com altos volumes, analisar o Negócio e verificar se é possível executar esse lote em outro momento, ou melhor qual o momento adequado para esse processamento? Essa é a alternativa mais coerente, o balanceamento seria melhor distribuído por tarefas. Ponto, colocamos um agendamento para esse processo batch, se mesmo assim o processo continuar a gerar problemas então temos que analisar as rotinas mesmo até chegarmos as queries problemáticas… mas sempre tentar deixar elas por último pois nem sempre o problema será resolvido com elas, pois se a query já estiver otimizada, o volume ser alto mesmo e tempo ser demorado por conta de limitações físicas - pode ser que o resultado ainda não seja satisfatório, em outras palavras, o Tuning deve começar pelo Negócio e depois para a lógica e somente então para o DBA, mas se nem assim resolver ou se verificar que o Modelo de Dados é inadequado melhor ter uma dessas por perto…

Abraços